Quando alguém me diz que valores morais objetivos não existem, percebo que existe uma diferença bem significativa entre isto e definitivamente crer que eles não existem. Meus amigos podem até falar que tais valores não existem, mas não podem fugir do fato de que creem que eles são reais. É um instinto muito forte. Mais forte do que o instinto sexual. Posso discursar belamente contra a moral em um momento e logo após isso, esbofetear um homem que agredia uma idosa inofensiva. Os discursos contra a moralidade são os mais sofisticados possíveis porque o indivíduo que a nega, sente a necessidade de se justificar. É a sensação de "honestidade" que nos leva a considerar esta perigosa possibilidade, e nem percebemos isso.
A Wikipedia define o "aniquilacionismo" como uma doutrina escatológica minoritária que diz que as almas dos pecadores serão aniquiladas após a morte de seus corpos físicos. Considerando este tipo de definição, não posso me declarar aniquilacionista. Sou um imortalista condicional não-aniquilacionista.
_
segunda-feira, 14 de maio de 2012
E Se O Pluralismo For A Verdadeira Cosmovisão?
Bem, se o pluralismo for verdadeiro, e isto é logicamente possível, não existe necessariamente uma superioridade do cristianismo sobre qualquer outra religião. O pluralismo também não precisa ser necessariamente cristocêntrico, no mesmo sentido, nem ter pontos em comum com o cristianismo. A crença em livros sagrados, na existência do pecado, na eternidade dos santos e na punição dos "maus", entre tantas outras coisas, torna-se descartável à primeira vista. O pluralismo traz mais dúvidas sobre a realidade sobrenatural do que o inclusivismo.
_
_
Sobre O Sincretismo Religioso
Bem, como já disse, não vejo o sincretismo religioso como um problema necessariamente. O cristianismo mesmo é o resultado da influencia de outras religiões. Isto, entretanto, não quer dizer que todas as influencias sejam aceitáveis. Uma vez que o cristianismo é a "verdadeira religião" (detesto esta expressão) e as demais são inferiores em muitos pontos, penso que muitas das fragilidades delas poderiam ser nocivas ao cristianismo ou causar um retrocesso no seu conhecimento sobre Deus e Sua mensagem.
_
_
sábado, 12 de maio de 2012
Missiologia
_
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Existência De Deus E Argumentação
Argumento Cosmológico. Este argumento, no meu ver, seria suficiente apenas para argumentar a respeito de uma realidade além do nosso universo. Se quando entendemos Deus, como um Ser possuidor de determinados atributos, poderíamos dar ao cosmos apenas uma realidade sobrenatural, ou seja, ela precisaria ser Deus necessariamente.
Argumento Moral. É possível que algum ser seja moralmente perfeito e, que mesmo assim, não tenha certas qualidades como, por exemplo, ser atemporal, imaterial, onipotente, onipresente, e onisciente? Acho que podemos dizer que por não poder ser contingente, deve realmente ser atemporal e imaterial. Mas como no argumento ontológico, há uma exceção neste caso também. Uma vez que somente Deus pode ser moralmente perfeito, o argumento moral implicaria necessariamente na existência de Deus. Caberia apenas justificar a premissa "valores morais objetivos existem."
Argumento Ontológico. Se considerarmos o argumento ontológico, talvez ele seja o único capaz de argumentar a favor da existência de Deus. Penso assim porque o argumento está intimamente relacionado à definição de Deus.
Creio que podemos concluir que a posição mais sóbria é o pluralismo religioso, mas confesso que por questões culturais tendo para o inclusivismo, ou seja, acabo por dar primazia ao cristianismo. O inclusivismo é possível, mas nunca poderemos saber se é ele ou o pluralismo a verdadeira doutrina. Ambas são logicamente possíveis. A verdade é que sempre seremos escravos de nosso limitado conhecimento sobre a realidade...
Não quero discursar sobre todas as possíveis implicações do pluralismo religioso ou do inclusivismo, mas se ainda insistirmos em manter uma doutrina soteriológica e dermos o mesmo peso de valor ao pluralismo, ao exclusivismo e ao inclusivismo, concluiremos que a possibilidade do exclusivismo estar correto é de 1 em 3, ou seja, existe o dobro de possibilidade de uma teologia não-fundamentalista estar correta.
Como havia dito nos posts anteriores, sou um cristão inclusivista. Reconheço o pluralismo como uma possibilidade, talvez remota, mas o exclusivismo, dependendo do que se entende por ele, acaba me engasgando. Não desce.
_
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Livro Da Vida?
Uma vez que Deus transcende à esfera espaço-tempo não podemos conceber o Livro da Vida como um objeto físico. Se a Bíblia fosse escrita nos nossos dias, Deus usaria calça jeans e carregaria um iPhone no bolso de trás.
_
_
domingo, 6 de maio de 2012
O Paradoxo De Pedra É Eficiente?
A primeira pergunta a se fazer é em qual sentido o paradoxo se faz eficiente. Se a pergunta é se através dele pode-se concluir que qualquer conceito de onipotência é ilógico a resposta é não. O paradoxo de pedra ignora que Deus não é um ente físico, portanto apelar para força física não faz sentido. Além disso, a ideia que ele tenta propor simplesmente leva a se pensar no conceito de onipotência. Deus onipotente, no conceito filosófico mais sofisticado, é um Ser que pode fazer tudo aquilo que é logicamente possível.
_
_
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)


