domingo, 6 de maio de 2012

Inerrância Bíblica

Bem, a interpretação literal da Bíblia, no meu ver, definitivamente não pode ser desligada do fundamentalismo. Os primeiros capítulos do Gênesis apresentam 2 e não apenas um relato da Criação. Estes possuem vários sinais que determinam facilmente a influencia da mitologia babilônica. O próprio fato de Deus criar a luz antes de criar o sol já é uma demonstração de que os escritores queriam reduzir a importância das divindades astrológicas. Além disso, a literalidade do relato é requerida por personagens bíblicos posteriores. Os mitos criacionistas simplesmente nascem do anseio humano em tentar explicar o mundo existente. E o mais importante é que uma vez que a Bíblia não precisa ser inerrante, não há a necessidade de se apelar, mas sim se limitar a uma resposta mais simples. Os mitos também não se limitam aos relatos da Criação, mas incluem, por exemplo, a crença de que a volta de Jesus se daria ainda no primeiro século, algo que Paulo teve que responder depois em uma carta para os tessalonicenses ou a crença de que a teologia natural é suficiente para concluir que as religiões que não pertencem à esfera judaico-cristã são claramente falsas, algo que vemos em Romanos 1.

_

sábado, 5 de maio de 2012

Diversidade Religiosa

Uma vez um amigo católico me disse que não vê protestantes, como eu, como não-cristãos, mas sim como 'irmãos distantes' e eu respondi "estive do seu lado e estarei onde você estiver. Como ainda assim posso ser um amigo distante? Jesus disse que devemos amar o nosso próximo porque uma vez que o amamos não conseguimos não estar próximos."

_

Análise Do Geena

Como já havia dito, o Geena é um simbolo do juízo final. Usei como base algumas observações do blog Cristianismo Puro:

- A Bíblia ensina que o Geena é um tipo de condenação para pecadores (Mateus 5:22; 23:33)
- A Bíblia ensina que o corpo (não a alma exclusivamente) é lançada no Geena (Mateus 5:29,30; 10:28).
- A Bíblia ensina que quando o corpo e a alma são jogados no Geena, são destruídos. O verbo empregado é APOLLYMI ("destruir"), e se encontra no infintivo aoristo, ou seja: uma destruição pontual, não um processo de torturamento (Mateus 10:28).
- A Bíblia diz que o fogo do Geena é AIWNIOS (Mateus 18:8,9; 25:41).
- A Bíblia ensina que no Geena o verme não morre e o fogo não se apaga (Marcos 9:42-50; cf. Isaías 66:22-24).

Fonte http://cristianismopuro.blogspot.com

_

Acerca Da Obrigação De Se Amar

Alguns costumam objetar que um dos problemas do Deus cristão é que Ele obriga um homem a amar o outro. Eu acho que é muito complicado alguém dizer que o cristianismo "obriga" um homem a amar o outro sem primeiro deixar claro o que está querendo dizer com "obrigação". Mas, de qualquer forma, esta é uma alegação auto-contraditória. Afirmar que eu sou "obrigado" a não "obrigar" ninguém é obrigar de alguma maneira. Uma vez que existe este princípio indissociável do amor, a única coisa a ser feita seria rever os conceitos de alguns termos existentes.

_

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Deus Como Ser Indefinível

Um amigo ateu geralmente argumenta que dado o fato de que todas as pessoas que ele conhece possuem opiniões divergente sobre o que seria Deus, deve-se concluir que Ele não existe, mas eu penso exatamente o contrário. Uma vez que somos incapazes de saber o que é x não podemos dizer que x não existe. Se alguém chegar para mim e falar "oi, Edson. Tenho algo no meu bolso!", eu não vou responder "Não, não tem porque eu não sei o que seria." Não posso dizer se a existência de Deus é ilógica se não conheço nenhum de Seus atributos. Na verdade, a dificuldade em compreender o que Deus realmente seria acaba sendo uma razão para não dizermos que Ele não existe.

_

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Guarda Sabática?

Primeiramente, deve-se perceber que a observância do Decálogo não é feita no Novo Testamento como foi feita no Antigo. Jesus propôs uma nova leitura dos mandamentos ao dizer que os mesmos são o resumo do dever de amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. A leitura veterotestamentária não é tão "nobre" quanto se pensa. O hábito de guardar o sábado, em certo sentido, possui o mesmo valor que o hábito de jejuar, oferecer sacrifícios animais, rasgar as vestes e jogar cinzas sobre a própria cabeça. É um valor que está intimamente ligado à cultura de um povo. O sábado deve ser entendido, então, como algo que deve promover um descanso para a alma e para o corpo humanos e não como um fardo para uma sociedade fragmentada como a nossa. Paulo propõe em  Romanos 14. 5, 6: "Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus." Devemos portanto, guardar o sábado? Bem, tomando cuidado com o que estamos querendo dizer com "devemos", a resposta deve ser dada individualmente. O cristianismo pode sim descartar a guarda do sábado e somente adotar a Cristo aguardando a salvação, o eterno sábado.

_

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Bíblia E Algumas Perguntas "Geniais"

Um grande problema dos religiosos e também dos "céticos" é crer que qualquer questão relevante para o homem, do ponto de vista existencial, filosófico, científico, histórico ou até mesmo teológico, tenha que ser revelada na Bíblia. O conhecimento e a existência humano estão envolvidos por uma ligação dos mais variados fatores. Qualquer crença de que ela tem a função de revelar todos os mistérios do universo é equivocada. A própria Bíblia diz isso ao afirmar que somente Deus é dono de infinita sabedoria. Um ateu não está dizendo nada genial ao perguntar "onde a Bíblia colocou os dinossauros?", nem um religioso está sendo prudente ao perguntar "onde estão os alienígenas na Bíblia?". Além disso, existe uma diferença muito significativa entre "verdade literal" e "verdade fundamental" encontrada em uma narrativa mítica da Bíblia. A Bíblia está repleta de mitos porque os mitos são inseparáveis do homem e de sua linguagem. A própria tentativa de tentar eliminá-los resultou nos mitos pós-modernos.

_