sábado, 10 de março de 2012

Ah, Tatá!!

Se eu não dormir direito a culpa é sua. Se eu dormir como uma anjo é culpa sua também...

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Se Estou Preocupado Em Dar Os "10% de Deus"?

"Estou muito mais preocupado em gastar responsavelmente meus 90% do que em dar 10% para alguma Igreja. Vou ter que prestar contas a Deus de tudo o que tenho e não do meu dízimo. A teologia do dízimo, como apresentada pelos evangélicos hoje em dia, seria uma tentativa de se fugir de uma responsabilidade muito maior. O homem não quer se responsabilizar pelos outros 90%."

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quinta-feira, 8 de março de 2012

Jesus, Profecia e Antigo Testamento

"Quando Jesus orou ao Pai, pedindo para afastar se possível dele o amargo cálice estava querendo dizer: 'Orar até me calar ou até a oração mudar a profecia.'"

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O Teísmo Aberto é Razoável?

Eu não acho que a "genialidade" do teísmo aberto se encontre em uma análise sobre do problema do mal. Seria mais uma questão de crítica histórica e psicanalítica mesmo. Eu vejo o "argumento do mal", seja ateísta ou não, aparentemente bom, mas no fim das contas horrível.

Creio que o teísmo aberto seja mais válido depois que sujeitamos a visão teológica à uma análise freudiana. Aquela velha história do pescador que sempre fala que pescou um peixe maior. Mas não sei se há espaço hoje em dia para esta visão. Alvin Plantinga, ao meu ver, ao trabalhar com a idéia de um Deus maximamente grande, deixou o teísmo aberto com vários problemas. Isto se não falarmos também que as argumentações filosóficas contemporâneas apontam para um Deus que é um Ser atemporal e portanto, conhecedor de todo futuro. Acho que o Kalam e o argumento ontológico modal depõem contra tal teoria.

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Porquê Eu Acho Que Jesus Não Foi Abandonado Por Deus

O que a maioria dos cristãos diz é que Deus abandonou Jesus na cruz, mas eu acho esta leitura bem equivocada. Provavelmente, diante da possibilidade de morrer, Jesus pensava que a sua missão estivesse fracassando. Tendo que encarar o fato de sua morte, passou a ter uma nova interpretação do Antigo Testamento. Jesus, parece-me, crer estar morrendo para cumprir a vontade divina, mas não que seria para pagar pelos pecados de seus seguidores. Acho que o "abandono" é uma idéia simplesmente subjetiva e reflete a profunda frustração cristológica. Ser entregue para morrer, não poder libertar os judeus e punir Roma não é ser abandonado por Deus, assim como não somos abandonados por Deus quando temos que suportar sofrimentos e dificuldades. Vários outros morreram mais tarde, baseados nas evidências da ressurreição, mas já não criam estarem abandonados por Deus. Jesus e Deus continuavam em perfeita harmonia na cruz. Vejo esta leitura do Jesus-cordeiro, baseado nas liturgia veterotestamentária, como bem tardia. Eu acho que Jesus morreu para nos dar exemplo de cristianismo, do amor de Deus e de Seu propósito com a dor.

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Porquê Eu Detesto Mateus 11.21-24

"Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido, com saco e com cinza. Por isso eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no dia do juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Eu vos digo, porém, que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do juízo, do que para ti."

O texto em questão aparentemente apresenta um Deus que não se esforça o quanto costumamos pensar para salvar os perdidos. Deus poderia ter feito mais sinais para salvar Tiro, Sidom e Gomorra, mas ignorou estas cidades. Jesus, em outros momentos, apresenta uma visão muito diferente desta. Javé permitiu que estes povos se perdessem, mesmo sabendo que iriam se converter se recebessem Seus "argumentos divinos" mais consistentes.

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Existem Bons Argumentos Contra a Crença Na Divindade de Jesus?


A questão aqui não é acerca da realidade de Deus ou da ressurreição de Jesus, mas se limita simplesmente a tão acalorada discussão cristológica: Jesus é Deus? Meu interesse é apenas que aja uma certa tolerância por parte daqueles, que assim como eu, creem na divindade de Jesus para com os que não creem em uma das doutrinas mais importantes do cristianismo.

Bem, eu acho que existe um bom argumento contra a divindade de Jesus e pretendo o apresentar, mas já aviso que esta não é necessariamente a visão teológica que eu adoto. Meu interesse é simplesmente abranger ainda mais a questão e colocar mais lenha na fogueira. Gosto de trabalhar sempre com os dois pressupostos.

Inicialmente devo propor as premissas da minha argumentação, que possui uma profunda instigação filosófica, mas não me ocuparei agora tentando justificá-las.

1. Deus é um Ser necessário, ou seja, incapaz de não ser;
2. Jesus é um ser contingente;
3. Logo, Jesus não é Deus.

Creio que a minha argumentação seja complicada em alguns pontos, não pela fragilidade da mesma, mas pela dificuldade que muitos encontram em adotar a doutrina mortalista e um Jesus Progressista. A leitura pode se encontrar em afirmações de Jesus, Pedro e Paulo. Uma vez que se entende estes dois importantes pontos é razoável negar a divindade de Jesus, mesmo existindo afirmações contrárias, e até feitas por Jesus, já que ele poderia ter uma crença equivocada sobre sua própria natureza.

Se ainda pensar em um Jesus divino me vejo obrigado a crer em um Jesus tão ou mais confuso do que eu. Em um Jesus tomado pelo medo e por um grande dilema existencial, que não sabia o motivo do abandono divino ante sua desgraça e nem se Deus poderia evitar seu sofrimento. Talvez culpava  a si mesmo, mas não acho que em algum momento acusou a Deus de algo. Não vejo um Jesus que morre crendo estar pagando pelos nossos pecados, mas que mesmo assim, ainda morre por nós. Um Jesus que vê um Deus que vira as costas para ele e que faz isso sem lhe dar um motivo sequer, se baseando apenas nas profecias veterotestamentárias. Um Jesus que acreditava em algo que os cristãos hoje em dia, pelo menos teoricamente, não acreditam, que Deus abandona quando tem um plano maior. E é exatamente neste plano maior que se encontra a esperança cristã. De qualquer forma, Jesus cria que Deus poderia mudar a profecia por causa de uma sincera oração.

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